sábado, 16 de julho de 2011

Medias digitais e construção da identidade social



Atividade 3
- Actividades sociais online e desenvolvimento da identidade nos jovens

Objetivo
: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

Competências: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

Proposta de trabalho:
  1. Constituição livre dos grupos de trabalho ( máximo 3 elementos);
  2. Tendo por basea bibliografia a seguir elabore um texto de 5 a 8 páginas sobre "O papel dos media digitais na construção da Identidade social dos jovens;
  3. Apresentação no Fórum A3 dos textos efectuados;
  4. Discussão conjunta dos textos apresentados pelos diversos grupos.
Recursos de aprendizagem:

Texto 1

Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.

Texto 2

Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.

Texto 3

Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.

Texto 4

Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.

Texto 5

Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.

Texto 6

Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

Texto 7

Huffaker, D.; Calvert, S. (2008). Gender, Identity and Language Use in Teenage Blogs. In Journal of Computater-Mediated Comunication, 10 (2), article 1.

Texto 8

Schmitt, K.; Dayanim, S.; & Matthias, S. (2008). Personal Homepage Construction as an Expression of Social Development. In Development Psychology, 44 (2), 496-506.

Atividades desenvolvidas pelo grupo Amarelo:

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 12 Maio 2011, 12:32

Olá a todos!

Sim Natália, concordo com a tua distribuição. Colocarei o meu resumo no DOC que o Carlos criou.

Cumprimentos,

Jorge Soares

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 19 Maio 2011, 00:10

Olá a todos,

Para mim também preferia 6.ª feira, pois amanhã não me posso comprometer e deixar-vos ficar mal.

Abraços,

Jorge Soares

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 19 Maio 2011, 00:13

Olá Carlos e Natália,

Como já terás reparado aceitei o teu convite.
A ferramenta wiki é uma das melhores para efeitos colaborativos.

Já estou a trabalhar no texto e logo, logo direi alguma coisa.

Abraços,

Jorge Soares
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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Sexta, 20 Maio 2011, 20:55

Vivam!

Carlos há algum problema em usar o Messenger?
Já tinha falado com a Natália e ela também usa o Messenger.

jsoares.st@gmail.com

sarmento.natalia@hotmail.com

Abraços,

JS
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Re: Constituição de grupo
por Jorge Soares - Quinta, 12 Maio 2011, 00:34

Bem-vindo Carlos,

Reparei que já puseste um documento na plataforma Google Docs.

Vamos trocando informações.

Cumprimentos,

Jorge Soares


O grupo Amarelo desenvolveu com base na análise do artigo Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164 tendo o grupo optado pelo utilização da plataforma colaborativa wikispaces para publicação do nosso trabalho. O URL do respetivo trabalho:

http://grupoamarelo.wikispaces.com/1+-+Home



Contributos do autor ao Fórum A3:

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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Segunda, 30 Maio 2011, 00:38

Olá Clara, Professora e restantes colegas,

Todos os anos no âmbito de protocolos que temos com escolas secundárias e profissionais e não só, a instituição de ensino superior onde exerço a minha atividade propõem-me para ser monitor de alguns jovens que estão a terminar o seu curso profissional de nível III ou estudantes dos cursos EFA. Em algumas situações também sou responsável pelo acompanhamento de estudantes que estão a fazer o seu estágio curricular no final da licenciatura.


Vejo estas iniciativas como excelentes oportunidades para demonstrar aos meus estagiários que as tecnologias têm duas faces. Quando alguém pretende ingressar numa carreira como técnico de informática ou especialista de informática tem que seguir determinados princípios que deverão funcionar como princípios éticos e deontológicos no âmbito do exercício desta carreira.

Muitos destes princípios são elementares e não é por falta de literatura, orientações dadas pelos professores que os mesmos não são respeitados, talvez lhes falte muitas das vezes o verdadeiro contexto real de trabalho. Por um lado o papel do professor não se pode sobrepor ao papel dos pais ou do encarregado de educação, muito embora eu considere que desde o ensino secundário devesse existir a figura do professor orientador como já existe em alguns países que são considerados possuírem bons modelos na educação e formação dos jovens. Embora o modelo de Bolonha, atualmente em produção no ensino superior, procure criar uma autonomia na forma como o estudante busca o conhecimento, este mesmo modelo deve já ser colocado em prática no ensino secundário, procurando desta forma promover a iniciativa e uma atitude pró-ativa. Aos meus estagiários digo-lhes que é importante saberem usar as ferramentas e recursos tecnológicos disponíveis mas que não julguem que alguém lhes vai fazer o trabalho ou ensinar qual a melhor estratégia. A entidade laboral está apenas preocupada na realização da tarefa de forma célere e com baixos custos.


Ao Professor caberá o papel de orientador, a estes será interessante não avaliarem excessivamente a quantidade de tempo disponível para o ensino e subestimem a quantidade de tempo que se gasta em ensinar algo bem. Aos pais, os de conselheiros, criando alicerces desde o início, aproveitando todo o tempo disponível para esta tarefa árdua mas gratificante. Mais tarde, certamente que dará os seus frutos.

Quanto ao alcance este dependerá mais uma vez daquilo que nós pretendemos, ou seja, um papel secundário dos pais e professores terá certamente um alcance limitado e embora a desculpa de sempre seja “eles sabem mais do que nós na utilização destes recursos tecnológicos”, é importante um apoio constante, próximo e que funcione como um amigo ao invés do autoritarismo e chantagem.

Tal como tive oportunidade de constatar nos trabalhos dos diversos grupos, de que forma é possível demonstrar que nós os pais e professores somos os bons? Quando muitas das vezes, este modelo bipolar peca por alguma miopia de quem diz que pretende ajudar e que está preocupado.

Há aqui um entrave que passa pela também impotência de quem gostaria de ajudar, contudo, por força de algum desconhecimento e insegurança que nos pais e professores pode ser muito mais preocupante, ao invés dos nossos jovens.

Bom trabalho!

Jorge Soares
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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Domingo, 29 Maio 2011, 13:21

Cara Professora e Colegas,

Gostava de destacar alguns aspetos que retive na sequência da leitura dos trabalhos realizados pelos diversos grupos e que potenciam uma complementaridade daquilo que o nosso grupo (amarelo) realizou.

Tendo por base a análise do texto de Sarita Yardi - “Whispers in the Classroom." Digital Youth, Innovation, and the Unexpected, 2008, destaco uma frase no trabalho do grupo azul “A internet e o espaço online torna-se o lugar, por excelência, para se exprimirem. Como refere Stern, a expressão juvenil já existia antes da internet, mas esta atribuiu-lhe um caráter global e coletivo nunca antes observado.” pág. 6. Esta reflexão possui o mérito de destacar a excelência da colaboração a uma escala global. Como tal a expressão juvenil entra numa nova dimensão, onde o potencial colaborativo ao ser seduzido pelo “real time” corre o risco de adulterar a evolução natural, o que inviabiliza a transposição das sucessivas etapas originando uma forma de "fast identity" com os perigos daí decorridos.

Considero que há uma necessidade de participação, pois não fosse esta uma característica intrínseca dos humanos, tal como nos diz o colega Jorge Delmar “O ser humano é um ser social…”, contudo, importa referir até que ponto o mediatismo, o ir atrás porque os outros vão, poderá acabar por desvirtuar uma colaboração que se pretende profícua e sustentável?

Por outro lado, o trabalho do grupo roxo, onde se destaca o papel dos blogues e a atitude de apreensão por parte dos pais, em parte, porque não conseguem assegurar que esta forma de construção de identidade não está livre de riscos. Esta ferramenta colaborativa tem tido o mérito de materializar muito daquilo que se passa num chat. Pois antes do aparecimento dos blogues já existiam salas virtuais de conversa, em que aquele momento era vivido ao minuto, muitas boas conversas, muitas participações ricas em conteúdo, pura e simplesmente terminavam. O blogue permitiu dar vida aos conteúdos, opinar sobre os mesmos, dar continuidade às participações de forma assíncrona.

Para terminar e quase que em modo de resumo, há uma frase no trabalho do grupo laranja que me fez refletir e que parece ser um alerta às nossas dúvidas e inquietações como pais e professores/formadores. “O certo é que se perde muito tempo a analisar o que os adolescentes colocam online e menos tempo a perceber por que o fazem.”, pág. 2. Esta é uma afirmação relevante, pois mais do que analisar os conteúdos produzidos pelos adolescentes, temos que ter a capacidade de entender as suas necessidades, as suas inquietudes. Nos tempos em que há mais divórcios do que casamentos, onde os filhos levam os pais a tribunal para poderem usufruir de um apoio monetário, onde tudo é efémero, o tudo ou o nada. Não será interessante usar todos estes mecanismos colaborativos para evitar, eventualmente, minimizar esta acentuada fragmentação de determinados princípios e evitar uma acentuada desagregação social?

Até já!

Jorge Soares

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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Terça, 31 Maio 2011, 00:08

Cara Professora e Colegas,

Temos falado muito dos adolescentes que por força do seu ADN já formatado para um estado de arte digital, contudo, temos que ser realistas estes meios digitais potenciam determinadas atitudes que podem colocar em risco o adolescente. Por outro lado, não podemos omitir aos jovens que nestes ambientes existe um lado positivo e um lado negativo. A leitura dos diversos artigos, bem como o debate muito enriquecedor e eu falo por mim, pois estou muito mais direcionado para a vertente técnica do que a componente social, leva-me a refletir nestas questões pertinentes e a concluir algo. As anteriores gerações, a construção da identidade eram marcadas por rituais que durante anos e anos pouco mudaram. Estamos agora perante um novo paradigma, não existe um histórico, nem algo semelhante para trás, tudo é novo. Como tal, todo este processo é tudo menos pacífico.

Há como tal uma constante reconstrução da nossa identidade, do nosso “eu”, onde o ecrã é a fronteira.

Bom trabalho!

Jorge Soares


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Divulgação a propósito dos temas abordados
por Jorge Soares - Terça, 31 Maio 2011, 10:08

Olá a todos,

No âmbito de uma iniciativa da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação foi lançada a Linha Ajuda.

É uma iniciativa interessante e de acordo com a Presidente da Fundação, Patrícia Leão "Consiste num serviço de atendimento telefónico e online para crianças, jovens, pais e professores, criado com o objetivo de sensibilizar para a prevenção na navegação online apelando à consciência e à educação".

Caso estejam interessados, junto envio o URL da Linha Ajuda.

Cumprimentos,

Jorge Soares


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Re: Divulgação a propósito dos temas abordados
por Jorge Soares - Quarta, 1 Junho 2011, 09:56

Olá Professora e Colegas,

Este projeto visa complementar o excelente trabalho que tem sido realizado por um conjunto de entidades, uma das quais eu tenho colaborado (FCCN - http://www.fccn.pt/pt/) enquanto responsável pela infraestrutura tecnológica da minha instituição.

Este excelente trabalho está materializado em vários sites:

http://www.internetsegura.pt/

http://www.seguranet.pt/blog/

http://www.internetsegura.pt/pt-PT/Perigos/ContentDetail.aspx

http://linhaalerta.internetsegura.pt/

Todos eles possuem conteúdos muito interessantes para os jovens, pais, professores e formadores, como tal, muitos destes conteúdos tem objetivos preventivos, pois nestas situações o importante é prevenir e esclarecer.

A linha telefónica irá humanizar e complementar estes serviços com uma informação mais personalizada, na medida em que irá operacionalizar o serviço de Helpline com o objectivo de prestar atendimento telefónico e online a jovens, professores, pais e encarregados de educação em matérias relacionadas com a segurança na Internet.

É também uma forma de voluntariado para quem pretende dar o seu contributo enquanto especialista nesta área.

Já agora para quem gosta de cinema e porque o tema está relacionado com estas temáticas, vejam o filme "Trust - Perigo Online" de David Schwimmer em http://cinema.sapo.pt/filme/trust-ii.

Não sei se a Professora Daniela terá ficado esclarecida?

Cumprimentos,

Jorge Soares


Reflexão Pessoal

Todos os trabalhos que possuem a vertente prática já são interessantes pela sua natureza e se além desta característica adicionar-mos os trabalhos em grupo, considero que estes passam a possuir um especial interesse. Pois são vários os desafios que se colocam, desde já trabalhar com colegas que nós pouco ou nada conhecemos, a questão geográfica e conciliar os horários de todas as partes envolvidas. Esta metodologia que promove a socialização é uma parte importante do modelo de Bolonha que assim vai ao encontro de uma nova realidade e que consubstancia uma parte dos temas por nós abordados nesta Unidade Curricular.

De facto estas atividades também elas são sociais, além do que são online e colaborativas.

Se atendermos ao tema desta atividade "Medias digitais e construção da identidade social", retemos um importante aspeto que é o impacto que estes recursos possuem nos processos de construção da identidade e de socialização destas gerações. Com base nesta premissa, as docentes propuseram que os grupos constituídos escolhessem um dos textos e fizessem uma análise e síntese tendo em vista o seu enquadramento no tema em apreço. Esta tarefa possui uma importância acrescida, pois irá permitir numa fase subsequente uma análise e discussão conjunta pelos diversos grupos.

Enquanto análise do texto de Yardi (2008), este analisa as salas de chat com base num estudo de caso de uma instituição de ensino superior recorrendo a uma solução designada por Blackchannel. Os chats são uma evolução de uma tecnologia que data da década de 80 designada por IRC (Internet Relay Chat). Pessoas como eu tiveram experiências muito interessantes com o velhinho mIRC, quem não se recorda da popularidade destes salas onde podíamos ter conversas muito interessantes. Sendo uma tecnologia síncrona, logo em tempo real, o diálogo é espontâneo e muito enriquecedor, eu próprio cheguei a falar com imensas pessoas de diversas nacionalidades.

Numa perspetiva educacional, esta ferramenta tem imensos benefícios e o nosso trabalho tenta demonstrar isso mesmo, o chat enquanto media digital tem um papel determinante na construção da identidade social dos jovens. Não podemos dissociar a construção da identidade da aprendizagem. Estas ferramentas apesar de terem algumas desvantagens assinaladas ao longo do artigo, o peso das vantagens é muito maior, sendo que devemos fazer uma análise série e científica das implicações que esta solução produz nos estudantes, no corpo docente, mas também na comunidade académica.

Desde já um aspeto que retive onde fica demonstrado que o equilíbrio de poder na sala de aula pode ser mutuamente construído pelo estudante e professor, contudo ambas as partes devem ser capazes de facilitar o discurso construtivo sobre regras e os papéis do backchannel na sala de aula. Por outro lado, os estudantes passam a serem capazes de desenvolverem a capacidades metacognitivas auto-refletivas sobre as suas próprias experiências. Significa que eles estão mais bem preparados para projetar e co-orientar o seu ideal pessoal no âmbito das atividades de aprendizagem, tirando partido de um leque de oportunidades que a plataforma backchannel disponibiliza. Assim considero a relevância destas ferramentas, em concreto, o chat como um dos vetores que contribuem para a construção da identidade social.

Face aos diversos artigos analisados pelos grupos, o diálogo e a partilha de reflexões foi muito enriquecedora. Desde um comentário para os vários artigos analisados, a universalidade demonstrada pelos diversos medias digitais, sendo estes possuidores de uma relevância na construção da identidade social, onde os vários intervenientes possuem nacionalidades diferentes.