quarta-feira, 20 de julho de 2011

Notícias

Esta é a parte que sustenta o interesse que os temas que foram abordados ao longo do semestre estão a evoluir e como tal pretendo sempre que possível dar a conhecer novidades, não só como mera curiosidade, mas também suscitar uma reflexão sobre questões que importa enquanto professores, formadores, público em geral que se interessa por estes temas.


No âmbito da 7.ª Edição do Concurso Nacional de Inovação, Mundo novo, as duas instituições, BES e TSF promovem todos os dias úteis, por volta das 8h42, um programa na rádio TSF, intitulado Mundo Novo com Rui Tuakayana. Ontem ouvi uma notícia muito interessante por duas razões:


- É desenvolvida por portugueses;
- Incide sobre a socialização através de um projeto de dois jovens empreendedores que acabaram o Mestrado no IST e decidiram abraçar este projeto com características únicas.


Embora o tema seja as rede sociais, o Wi Social vai mais longe ao criar uma rede social móvel onde é possível com base na localização do utilizador registado saber existem amigos, pontos de interesse. Levar o termo socialização mais longe por via das tecnologias móveis, 3G, WiFi e até nos telemóveis mais antigos.

Ouçam o Podcast do programa através deste URL:

http://feeds.tsf.pt/TSF-MundoNovo


Outra notícia curiosa que li no Jornal Público e que diz respeito às mudanças na forma como estamos a memorizar a informação, por utilização do "fenómeno Google".

http://www.publico.pt/Tecnologia/o-efeito-google-esta-a-mudar-a-forma-como-memorizamos-informacao_1503402


Sendo que o estudo "O Efeito Google na Memória: Consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos", já foi publicado na conceituada revista Science.


Será que este estudo tem eco nas investigações mais recentes levadas a cabo pelo Neurocientista Português António Damásio?


Acabo de receber o eLearning Papers n.º 25 com artigos muito interessantes, recomendo como "prato de entrada" este sobre "Game-Based Learning: new practices, new classrooms".

Espero que apreciem.


Partilho um vídeo de um homem notável, um verdadeiro visionário e muito embora, eu não seja um utilizador dos equipamentos que ele ajudou a criar, é uma pessoa que soube aproveitar as oportunidades da vida e que contribuiu decididamente para uma melhor e mais eficiente aprendizagem.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Análise e reflexão final


Fazendo uma retrospetiva desta unidade curricular, a primeira característica que destaco é o enorme desafio de ter que analisar, refletir as várias atividades desta UC, quando a mesma é possivelmente a mais transversal e completa em termos de conteúdo neste Mestrado. Por outras palavras, os conhecimentos teóricos requerem uma cultura social, pedagógica, científica que nos exige dedicação, discernimento e capacidade de introspeção.



Pegando um bocado nas minhas competências enquanto auditor, numa análise SWOT, apontaria como "Forças" a mais-valia que o conteúdo programático desta UC representa para o nosso curso, na medida em que a Universidade Aberta, através da coordenação deste Mestrado consegue introduzir uma verdadeira disciplina agregadora das diversas áreas científicas. Como "Fraquezas" diria que não existem nesta edição, pelo simples facto das docentes, a Prof.ª Doutora Lúcia Amante e a Prof.ª Doutora Daniela Barros, possuírem excelentes competências técnico-científicas e uma vasta produção científica, o que se ajusta aos objetivos ambiciosos desta UC. Quanto às oportunidades estas são imensas, desde já o conhecimento adquirido, para quem pretende fazer carreira na transmissão do conhecimento. Entender o perfil do atual estudante, aproveitar os recursos, nomeadamente os media digitais tendo por função enquanto docente, um papel de orientador. Desta forma será possível fazer a ponte entre os recursos e os estudantes para uma construção da identidade ajustada aos novos desafios enquanto parte de uma comunidade social, altamente competitiva e desafiante, certamente são oportunidades que qualquer profissional ligado ao ensino e à formação saberá aproveitar. As "Ameaças" são algumas e desde logo constato as enormes mudanças que estão acontecer um pouco por todo lado, o que exige conteúdos atuais e que tenham em conta a realidade presente. Por outro lado temos uma enorme e brutal redução de verbas para investigação e deslocalização para outros países de gente que sabe pensar. Estas são áreas prementes que exigem investigação e conhecimento, onde um estudante, mas também professor, como muitos dos meus colegas, possam contemplar bibliografia de autores portugueses e terem acesso a trabalhos excelentes que se fazem por cá, mas que nem sempre são divulgados.

Embora esta análise reflita uma pequena amostra daquilo que foi possível interiorizar desta UC, não posso deixar de esmiuçar alguns aspetos curiosos, desde já as sessões de análise nos diversos fóruns. Estando eu perante colegas com muita experiência, diferentes áreas científicas, localizações geográficas diversas, foram momentos de partilha muito profícuos, por vezes desgastantes, pois um debate participativo, pressupõe uma dinâmica própria que importa saber acompanhar. Todos nós trabalhamos, temos família, a gestão criteriosa do tempo é algo complexa nos dias de hoje. Foram autênticas sessões de "brainstorming" contagiante, sempre com o olhar atento da Prof.ª Daniela e as suas observações pertinentes.

Destaco a atividade 4, onde por algum tempo foi possível fazer trabalho com os meus estagiários e por conseguinte elevar os meus conhecimentos neste longo caminho que é a aprendizagem.

Levo desta experiência um saldo muito positivo.

Aquilo que nos faz pensar eleva-nos.

Jorge Soares

domingo, 17 de julho de 2011

Análise da identidade em sites sociais



Atividade 4
- Entrevista a jovens sobre a utiização social dos Media Digitais.

Objetivo: Caraterizar a utilização social dos media digitais pelos jovens e sua relação com o processo pessoal de construção de identidade e socialização.

Competências: Capacidade de análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização social dos media digitais.

Proposta de trabalho (caráter individual):

  1. Análise no Fórum A 4, de um guião de entrevista sobre utilização social dos media digitais. Recolha de contribuições para o desenho da versão final deste documento;
  2. Realização de entrevista a 2 jovens (masculino e feminino), com base no guião de entrevista definitivo;
  3. Análise e interpretação da mesma (suportada por excertos) à luz do quadro teórico trabalhado na Actividade 2 e 3. Apresentação dos resultados em power point e envio dos protocolos de respostas obtidos nas entrevistas realizadas;
  4. Discussão conjunta em Fórum das análises realizadas.

Recursos de aprendizagem:

Todos os textos dos Temas 2 e 3.

Contributos do autor ao Fórum A4:


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Re: Contribuições
por Jorge Soares - Domingo, 5 Junho 2011, 04:07

Olá a todos!

Para o sucesso da investigação por questionário e tendo em conta o extenso contributo dos colegas para esta tarefa, penso que, embora o objetivo desta fase, seja um estudo preliminar, tendo em vista a seleção de um conjunto de questões a serem incluídas na versão final do questionário.
Pelas anteriores experiências que já tive é muito mais fácil elaborar um questionário do que um bom questionário e tal como o colega Carlos aborda os tipos de pergunta, em concreto, Perguntas abertas ou fechadas, sendo que em ambos os casos, há um conjunto de vantagens e desvantagens que não devem ser descuradas.
No exemplo que anexo, optei pela 3.ª opção, isto é, algumas perguntas são abertas e desta forma acaba por ser útil na medida em que pretendemos obter informação de caráter qualitativo para complementar e contextualizar a informação quantitativa obtida pelas outras variáveis.
Por outro lado, proponho a disponibilização deste formulário pela via online, há bons serviços gratuitos, sendo que assim conseguimos assegurar a privacidade dos utilizadores.

Cumprimentos,

Jorge Soares

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Re: Espaço de reflexões!!!
por Jorge Soares - Segunda, 20 Junho 2011, 20:07

Cara Professora e caros Colegas,

Perante trabalhos tão interessantes, a escolha revelou-se difícil. Num dos trabalhos encontrei algumas características que face ao cenário analisado por mim, particularmente num elemento, em concreto, até que ponto o perfil de dois estudantes de via ensino produz os mesmos resultados de dois estudantes de ensino técnico-profissional?

O trabalho desenvolvido pela colega Natália Sarmento demonstrou ir ao encontro deste meu interesse, visto que o trabalho que desenvolveu teve como público-alvo estudantes do 12° ano, via ensino.

Embora os jovens que frequentam o 12° ano do curso técnico-profissional tenham mais um ano (18 anos), estejam a frequentar um estágio profissional, sendo que estes dois aspetos deveriam representar uma mais-valia e por conseguinte refletindo-se em respostas mais interessantes, tal acaba por não ser constatado.

Começando no uso das tecnologias, parece ser unânime que estamos perante jovens que adotaram várias tecnologias, a adoção destas tecnologias permitem não só dar um importante contributo na afirmação da identidade dos jovens como potenciar o uso de outras, “the technology is seen to create new forms of community and civic life and to offer immense resources for personal liberation” (Buckingham, D., 2008).

Na componente “Utilização Computador/Internet”, todos os estudantes possuem equipamento informático, embora a quantidade de equipamentos disponíveis por estudante varie consoante o sexo. Em ambos os estudantes, a finalidade com que usam a Internet acaba por ser muito semelhante, apenas o uso de ferramentas sociais, tais como, uma página pessoal, blogue, redes sociais, os estudantes de ensino técnico-profissional acabam por ficar desfasados. Contudo, retenho o seguinte, a não utilização destas ferramentas, não significam que as mesmas não sejam conhecidas. Esta situação poderá levar-nos a refletir até que ponto estarão os estudantes do curso técnico-profissional a condicionar o desenvolvimento da sua identidade social? Pois uma coisa é saber que a ferramenta é utilizada, outra, é a questão de não estarem representados numa rede, não existir qualquer menção à sua identidade como elemento participativo. By interacting with unfamiliar others, teenagers are socialized into society.”(Bloyd, D., 2008).

Os telemóveis acabam por demonstrar a sua importância como ferramenta tecnológica, com cariz social neste estudo, todos os visados afirmaram possuir um telemóvel, sendo que já não é visto apenas como um mero telefone portátil, ambos os jovens utilizam esta ferramenta para aceder a conteúdos e no caso do estudante do ensino técnico-profissional ele utiliza ferramentas avançadas.

Mas a dependência destes equipamentos não fica por aqui, ela também e segundo as últimas informações da OMS (Organização Mundial de Saúde) é motivo de preocupação, nomeadamente, o número de horas passadas ao telemóvel, muito por força das redes que os próprios operadores publicitam.

Tal como nos diz o texto “Mobile Identity” “the mobile supports and enhances the maintenance of social groups and the feeling of belonging to a group. Young people live in a period of time—historically as well as in terms of age—which is characterized by a collectively and personally perceived sense of fragmentation and uncertainty.”(Stald, G., 2008).

As redes sociais são talvez o ponto onde se destacam diferenças acentuadas, face aos estudantes do modelo de via ensino. No estudo em questão há claramente uma não-utilização destas tecnologias pelos estudantes do curso técnico-profissional. Face à amostra da população em estudo, considero algo leviano tecer considerações que correlacionem a utilização destas ferramentas pelos estudantes o modelo via ensino e outro modelo. É importante precisar que a utilização destas ferramentas pelos estudantes é atualmente quase uma “norma”, contudo, há exceções que importa investigar o porquê. No presente estudo e por força do respeito pela privacidade, não há uma clara justificação do porquê da não-utilização destas ferramentas sociais, seria algo que poderia ser mais aprofundado, mas há um aspeto que merece a nossa atenção, a estudante já teve mas eliminou a página, certamente que terá tido algum motivo. Relativamente ao jovem ficamos a saber pouco, apenas que não tem. Mas deixaria aqui uma eventual justificação retirada do texto “Why Youth love Social Network Sites: The Role of Networked Publics” “in Teenage Social Life Social network sites have complicated our lives because they have made this rapid shift in public life very visible.”(Bloyd, D., 2008).

A segurança é vista por todos os respondentes com preocupação, algo que é unânime, sendo mais apertada em ambas as estudantes do sexo feminino. Todos têm consciência de determinadas situações que poderão potenciar o risco, contudo não só os jovens, os pais consoante o sexo possuem atitudes mais apertadas.

Deixo aqui uma frase de um dos textos que para mim é dos mais representativos destas temáticas “Why Youth love Social Network Sites: The Role of Networked Publics”onde o autor escreve esta frase “Most people believe that security through obscurity will serve as a functional barrier online.” (Bloyd, D., 2008).

No caso analisado por mim e pela colega Natália, as tendências refletem um certa equidade, o que demonstra que esta geração possui características padrão, considero que o telemóvel e o computador são as tecnologias mais em destaque, pois funcionam como porta de entrada para a utilização de outras ferramentas mais específicas.

Como conclusão e porque no meu trabalho faltou colocar um slide de separação entre “Tendências” e “Bibliografia” a dizer “Conclusão” triste considero que algumas respostas suscitam dúvidas, no caso do meu estudo, destaco as redes sociais, muito embora fique a dúvida no ar se os inquiridos estão a dizer ou não verdade, isto, face às respostas no trabalho da Natália e de outros colegas.

Há medida que vamos comparando as repostas vemos uma dependência dos jovens face a estas tecnologias, o que em algumas situações é assustador, também e ao contrário da nossa geração, será que estes jovens seriam capazes de viver sem o seu telemóvel ou computador? Pelas respostas dadas este cenário é quase inimaginável.

“As tecnologias, sendo vistas como veículos de comunicação servem como plataformas de diálogo, discussão e comunicação.” (Goldman, S.; Booker, A. e McDermott, M., 2008). Esta premissa pode ajudar-nos a resolver problemas de insucesso escolar, mas também gerar exclusões, próprias de alguma falta de acompanhamento dos pais e professores.

Será interessante dar continuidade a este estudo com um formulário mais objetivo e acompanhando mais de perto as respostas dadas pelos nossos jovens. Considero que aposta no estudo em regime de e-learning trás também repostas a determinadas tendências que importa serem alvo de estudo e acompanhadas de perto.

Bom trabalho!

Jorge Soares

Entrevistas

MDS A4


Fform

Mform

Reflexão pessoal:

Este foi um trabalho que nos permitiu fazer alguma investigação de campo e embora todos nós tivéssemos apenas dois intervenientes, a soma de todos os resultados por todos os colegas do Mestrado, permitiu retirar algumas interessantes conclusões que contribuíram para consolidar os conhecimentos, entretanto adquiridos no âmbito da realização das atividades 2 e 3.

Muito embora o nosso País faça parte de um pequenos punhado onde as tecnologias de informação mais crescimento têm tido, o certo é que ainda se faz sentir alguma info-exclusão, infelizmente os preços em alguns casos são um impedimento. Considero que ainda é necessário algum trabalho para os preços destas tecnologias sejam mais atrativos.

Sendo o nosso Mestrado constituído por colegas, alguns dos quais estão localizados em outros países e continentes, foi interessante evidenciar que as tecnologias são utilizadas de forma muito idêntica. Esta pressuposto é uma clara evidência que estes fenómenos não estão restritos a um único espaço e como tal contribuem seguramente para a construção da identidade social dos jovens a uma escala verdadeiramente global.

O crescimento exponencial das redes sociais têm tido um papel determinante na construção da identidade, na medida em que estão criadas condições absolutamente ímpares que potenciam esta interação e uma afirmação que consubstancia o ser social. Importa dizer que as redes sociais são feitas de pequenas ferramentas com funcionalidades que convidam à partilha, colaboração, afirmação, co-responsabilização.

Temos que ser pragmáticos, os jovens independentemente da sua etnia, crenças, sexo, vêem nestes recursos um conjunto de ferramentas que contribuem para a sua autonomia enquanto indivíduos sociais. Tal como nos diz Presky (2001), as competências tecnológicas dos jovens são adquiridas com base na experimentação. Aliás ainda no âmbito desta Unidade Curricular falava com uma colega docente que contava o interesse e motivação dos seus estudantes, quando deu a ferramenta Wiki, muito embora tivesse realizado um manual de utilizador, nenhum dos seus estudantes teve o interesse em ter efetuado uma leitura prévia, mesmo antes das atividades previstas para utilização desta ferramenta.

No meio destes recursos tecnológicos fica uma certeza, o telemóvel e o computador são as ferramentas de excelência e o denominador comum para quem se quer aventurar em tecnologias mais especificas. Há uma estratégia da própria indústria em oferecer telemóveis, os ditos smartphones, cada vez com um maior quantidade de funcionalidades sociais disponíveis. Mais de 80% das mensagens escritas na rede social Twitter são provenientes dos telemóveis.

Para terminar, é importante que a segurança seja uma estratégia continuada, na medida em que existe por parte dos nossos jovens uma atitude muitas vezes de ligeireza que tende a minimizar os riscos. Por um lado os próprios criadores de software devem investir em estratégias consertadas e articuladas com especialistas de modo a evitar expor em demasia os seus clientes. Em complementaridade, as próprias instituições de ensino devem ter uma atitude pró-ativa no combate aos riscos que os seus estudantes e não só, estão muitas vezes expostos.

Num recente seminário sobre redes sociais numa instituição de ensino superior, a responsável pela rede social de uma importante empresa de conteúdos multimédia, afirmou que jamais colocaria uma fotografia sua online.

Recurso complementar:

Este vídeo demonstra algumas estratégias que devem ser seguidas pelos pais, sempre que os jovens estão online.
O risco de estar online nunca deve ser menosprezado.

sábado, 16 de julho de 2011

Medias digitais e construção da identidade social



Atividade 3
- Actividades sociais online e desenvolvimento da identidade nos jovens

Objetivo
: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

Competências: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

Proposta de trabalho:
  1. Constituição livre dos grupos de trabalho ( máximo 3 elementos);
  2. Tendo por basea bibliografia a seguir elabore um texto de 5 a 8 páginas sobre "O papel dos media digitais na construção da Identidade social dos jovens;
  3. Apresentação no Fórum A3 dos textos efectuados;
  4. Discussão conjunta dos textos apresentados pelos diversos grupos.
Recursos de aprendizagem:

Texto 1

Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.

Texto 2

Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.

Texto 3

Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.

Texto 4

Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.

Texto 5

Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.

Texto 6

Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

Texto 7

Huffaker, D.; Calvert, S. (2008). Gender, Identity and Language Use in Teenage Blogs. In Journal of Computater-Mediated Comunication, 10 (2), article 1.

Texto 8

Schmitt, K.; Dayanim, S.; & Matthias, S. (2008). Personal Homepage Construction as an Expression of Social Development. In Development Psychology, 44 (2), 496-506.

Atividades desenvolvidas pelo grupo Amarelo:

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 12 Maio 2011, 12:32

Olá a todos!

Sim Natália, concordo com a tua distribuição. Colocarei o meu resumo no DOC que o Carlos criou.

Cumprimentos,

Jorge Soares

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 19 Maio 2011, 00:10

Olá a todos,

Para mim também preferia 6.ª feira, pois amanhã não me posso comprometer e deixar-vos ficar mal.

Abraços,

Jorge Soares

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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Quinta, 19 Maio 2011, 00:13

Olá Carlos e Natália,

Como já terás reparado aceitei o teu convite.
A ferramenta wiki é uma das melhores para efeitos colaborativos.

Já estou a trabalhar no texto e logo, logo direi alguma coisa.

Abraços,

Jorge Soares
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Re: Inicio da actividade
por Jorge Soares - Sexta, 20 Maio 2011, 20:55

Vivam!

Carlos há algum problema em usar o Messenger?
Já tinha falado com a Natália e ela também usa o Messenger.

jsoares.st@gmail.com

sarmento.natalia@hotmail.com

Abraços,

JS
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Re: Constituição de grupo
por Jorge Soares - Quinta, 12 Maio 2011, 00:34

Bem-vindo Carlos,

Reparei que já puseste um documento na plataforma Google Docs.

Vamos trocando informações.

Cumprimentos,

Jorge Soares


O grupo Amarelo desenvolveu com base na análise do artigo Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164 tendo o grupo optado pelo utilização da plataforma colaborativa wikispaces para publicação do nosso trabalho. O URL do respetivo trabalho:

http://grupoamarelo.wikispaces.com/1+-+Home



Contributos do autor ao Fórum A3:

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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Segunda, 30 Maio 2011, 00:38

Olá Clara, Professora e restantes colegas,

Todos os anos no âmbito de protocolos que temos com escolas secundárias e profissionais e não só, a instituição de ensino superior onde exerço a minha atividade propõem-me para ser monitor de alguns jovens que estão a terminar o seu curso profissional de nível III ou estudantes dos cursos EFA. Em algumas situações também sou responsável pelo acompanhamento de estudantes que estão a fazer o seu estágio curricular no final da licenciatura.


Vejo estas iniciativas como excelentes oportunidades para demonstrar aos meus estagiários que as tecnologias têm duas faces. Quando alguém pretende ingressar numa carreira como técnico de informática ou especialista de informática tem que seguir determinados princípios que deverão funcionar como princípios éticos e deontológicos no âmbito do exercício desta carreira.

Muitos destes princípios são elementares e não é por falta de literatura, orientações dadas pelos professores que os mesmos não são respeitados, talvez lhes falte muitas das vezes o verdadeiro contexto real de trabalho. Por um lado o papel do professor não se pode sobrepor ao papel dos pais ou do encarregado de educação, muito embora eu considere que desde o ensino secundário devesse existir a figura do professor orientador como já existe em alguns países que são considerados possuírem bons modelos na educação e formação dos jovens. Embora o modelo de Bolonha, atualmente em produção no ensino superior, procure criar uma autonomia na forma como o estudante busca o conhecimento, este mesmo modelo deve já ser colocado em prática no ensino secundário, procurando desta forma promover a iniciativa e uma atitude pró-ativa. Aos meus estagiários digo-lhes que é importante saberem usar as ferramentas e recursos tecnológicos disponíveis mas que não julguem que alguém lhes vai fazer o trabalho ou ensinar qual a melhor estratégia. A entidade laboral está apenas preocupada na realização da tarefa de forma célere e com baixos custos.


Ao Professor caberá o papel de orientador, a estes será interessante não avaliarem excessivamente a quantidade de tempo disponível para o ensino e subestimem a quantidade de tempo que se gasta em ensinar algo bem. Aos pais, os de conselheiros, criando alicerces desde o início, aproveitando todo o tempo disponível para esta tarefa árdua mas gratificante. Mais tarde, certamente que dará os seus frutos.

Quanto ao alcance este dependerá mais uma vez daquilo que nós pretendemos, ou seja, um papel secundário dos pais e professores terá certamente um alcance limitado e embora a desculpa de sempre seja “eles sabem mais do que nós na utilização destes recursos tecnológicos”, é importante um apoio constante, próximo e que funcione como um amigo ao invés do autoritarismo e chantagem.

Tal como tive oportunidade de constatar nos trabalhos dos diversos grupos, de que forma é possível demonstrar que nós os pais e professores somos os bons? Quando muitas das vezes, este modelo bipolar peca por alguma miopia de quem diz que pretende ajudar e que está preocupado.

Há aqui um entrave que passa pela também impotência de quem gostaria de ajudar, contudo, por força de algum desconhecimento e insegurança que nos pais e professores pode ser muito mais preocupante, ao invés dos nossos jovens.

Bom trabalho!

Jorge Soares
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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Domingo, 29 Maio 2011, 13:21

Cara Professora e Colegas,

Gostava de destacar alguns aspetos que retive na sequência da leitura dos trabalhos realizados pelos diversos grupos e que potenciam uma complementaridade daquilo que o nosso grupo (amarelo) realizou.

Tendo por base a análise do texto de Sarita Yardi - “Whispers in the Classroom." Digital Youth, Innovation, and the Unexpected, 2008, destaco uma frase no trabalho do grupo azul “A internet e o espaço online torna-se o lugar, por excelência, para se exprimirem. Como refere Stern, a expressão juvenil já existia antes da internet, mas esta atribuiu-lhe um caráter global e coletivo nunca antes observado.” pág. 6. Esta reflexão possui o mérito de destacar a excelência da colaboração a uma escala global. Como tal a expressão juvenil entra numa nova dimensão, onde o potencial colaborativo ao ser seduzido pelo “real time” corre o risco de adulterar a evolução natural, o que inviabiliza a transposição das sucessivas etapas originando uma forma de "fast identity" com os perigos daí decorridos.

Considero que há uma necessidade de participação, pois não fosse esta uma característica intrínseca dos humanos, tal como nos diz o colega Jorge Delmar “O ser humano é um ser social…”, contudo, importa referir até que ponto o mediatismo, o ir atrás porque os outros vão, poderá acabar por desvirtuar uma colaboração que se pretende profícua e sustentável?

Por outro lado, o trabalho do grupo roxo, onde se destaca o papel dos blogues e a atitude de apreensão por parte dos pais, em parte, porque não conseguem assegurar que esta forma de construção de identidade não está livre de riscos. Esta ferramenta colaborativa tem tido o mérito de materializar muito daquilo que se passa num chat. Pois antes do aparecimento dos blogues já existiam salas virtuais de conversa, em que aquele momento era vivido ao minuto, muitas boas conversas, muitas participações ricas em conteúdo, pura e simplesmente terminavam. O blogue permitiu dar vida aos conteúdos, opinar sobre os mesmos, dar continuidade às participações de forma assíncrona.

Para terminar e quase que em modo de resumo, há uma frase no trabalho do grupo laranja que me fez refletir e que parece ser um alerta às nossas dúvidas e inquietações como pais e professores/formadores. “O certo é que se perde muito tempo a analisar o que os adolescentes colocam online e menos tempo a perceber por que o fazem.”, pág. 2. Esta é uma afirmação relevante, pois mais do que analisar os conteúdos produzidos pelos adolescentes, temos que ter a capacidade de entender as suas necessidades, as suas inquietudes. Nos tempos em que há mais divórcios do que casamentos, onde os filhos levam os pais a tribunal para poderem usufruir de um apoio monetário, onde tudo é efémero, o tudo ou o nada. Não será interessante usar todos estes mecanismos colaborativos para evitar, eventualmente, minimizar esta acentuada fragmentação de determinados princípios e evitar uma acentuada desagregação social?

Até já!

Jorge Soares

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Re: Nosso espaço de diálogo sobre os textos!!!!
por Jorge Soares - Terça, 31 Maio 2011, 00:08

Cara Professora e Colegas,

Temos falado muito dos adolescentes que por força do seu ADN já formatado para um estado de arte digital, contudo, temos que ser realistas estes meios digitais potenciam determinadas atitudes que podem colocar em risco o adolescente. Por outro lado, não podemos omitir aos jovens que nestes ambientes existe um lado positivo e um lado negativo. A leitura dos diversos artigos, bem como o debate muito enriquecedor e eu falo por mim, pois estou muito mais direcionado para a vertente técnica do que a componente social, leva-me a refletir nestas questões pertinentes e a concluir algo. As anteriores gerações, a construção da identidade eram marcadas por rituais que durante anos e anos pouco mudaram. Estamos agora perante um novo paradigma, não existe um histórico, nem algo semelhante para trás, tudo é novo. Como tal, todo este processo é tudo menos pacífico.

Há como tal uma constante reconstrução da nossa identidade, do nosso “eu”, onde o ecrã é a fronteira.

Bom trabalho!

Jorge Soares


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Divulgação a propósito dos temas abordados
por Jorge Soares - Terça, 31 Maio 2011, 10:08

Olá a todos,

No âmbito de uma iniciativa da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação foi lançada a Linha Ajuda.

É uma iniciativa interessante e de acordo com a Presidente da Fundação, Patrícia Leão "Consiste num serviço de atendimento telefónico e online para crianças, jovens, pais e professores, criado com o objetivo de sensibilizar para a prevenção na navegação online apelando à consciência e à educação".

Caso estejam interessados, junto envio o URL da Linha Ajuda.

Cumprimentos,

Jorge Soares


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Re: Divulgação a propósito dos temas abordados
por Jorge Soares - Quarta, 1 Junho 2011, 09:56

Olá Professora e Colegas,

Este projeto visa complementar o excelente trabalho que tem sido realizado por um conjunto de entidades, uma das quais eu tenho colaborado (FCCN - http://www.fccn.pt/pt/) enquanto responsável pela infraestrutura tecnológica da minha instituição.

Este excelente trabalho está materializado em vários sites:

http://www.internetsegura.pt/

http://www.seguranet.pt/blog/

http://www.internetsegura.pt/pt-PT/Perigos/ContentDetail.aspx

http://linhaalerta.internetsegura.pt/

Todos eles possuem conteúdos muito interessantes para os jovens, pais, professores e formadores, como tal, muitos destes conteúdos tem objetivos preventivos, pois nestas situações o importante é prevenir e esclarecer.

A linha telefónica irá humanizar e complementar estes serviços com uma informação mais personalizada, na medida em que irá operacionalizar o serviço de Helpline com o objectivo de prestar atendimento telefónico e online a jovens, professores, pais e encarregados de educação em matérias relacionadas com a segurança na Internet.

É também uma forma de voluntariado para quem pretende dar o seu contributo enquanto especialista nesta área.

Já agora para quem gosta de cinema e porque o tema está relacionado com estas temáticas, vejam o filme "Trust - Perigo Online" de David Schwimmer em http://cinema.sapo.pt/filme/trust-ii.

Não sei se a Professora Daniela terá ficado esclarecida?

Cumprimentos,

Jorge Soares


Reflexão Pessoal

Todos os trabalhos que possuem a vertente prática já são interessantes pela sua natureza e se além desta característica adicionar-mos os trabalhos em grupo, considero que estes passam a possuir um especial interesse. Pois são vários os desafios que se colocam, desde já trabalhar com colegas que nós pouco ou nada conhecemos, a questão geográfica e conciliar os horários de todas as partes envolvidas. Esta metodologia que promove a socialização é uma parte importante do modelo de Bolonha que assim vai ao encontro de uma nova realidade e que consubstancia uma parte dos temas por nós abordados nesta Unidade Curricular.

De facto estas atividades também elas são sociais, além do que são online e colaborativas.

Se atendermos ao tema desta atividade "Medias digitais e construção da identidade social", retemos um importante aspeto que é o impacto que estes recursos possuem nos processos de construção da identidade e de socialização destas gerações. Com base nesta premissa, as docentes propuseram que os grupos constituídos escolhessem um dos textos e fizessem uma análise e síntese tendo em vista o seu enquadramento no tema em apreço. Esta tarefa possui uma importância acrescida, pois irá permitir numa fase subsequente uma análise e discussão conjunta pelos diversos grupos.

Enquanto análise do texto de Yardi (2008), este analisa as salas de chat com base num estudo de caso de uma instituição de ensino superior recorrendo a uma solução designada por Blackchannel. Os chats são uma evolução de uma tecnologia que data da década de 80 designada por IRC (Internet Relay Chat). Pessoas como eu tiveram experiências muito interessantes com o velhinho mIRC, quem não se recorda da popularidade destes salas onde podíamos ter conversas muito interessantes. Sendo uma tecnologia síncrona, logo em tempo real, o diálogo é espontâneo e muito enriquecedor, eu próprio cheguei a falar com imensas pessoas de diversas nacionalidades.

Numa perspetiva educacional, esta ferramenta tem imensos benefícios e o nosso trabalho tenta demonstrar isso mesmo, o chat enquanto media digital tem um papel determinante na construção da identidade social dos jovens. Não podemos dissociar a construção da identidade da aprendizagem. Estas ferramentas apesar de terem algumas desvantagens assinaladas ao longo do artigo, o peso das vantagens é muito maior, sendo que devemos fazer uma análise série e científica das implicações que esta solução produz nos estudantes, no corpo docente, mas também na comunidade académica.

Desde já um aspeto que retive onde fica demonstrado que o equilíbrio de poder na sala de aula pode ser mutuamente construído pelo estudante e professor, contudo ambas as partes devem ser capazes de facilitar o discurso construtivo sobre regras e os papéis do backchannel na sala de aula. Por outro lado, os estudantes passam a serem capazes de desenvolverem a capacidades metacognitivas auto-refletivas sobre as suas próprias experiências. Significa que eles estão mais bem preparados para projetar e co-orientar o seu ideal pessoal no âmbito das atividades de aprendizagem, tirando partido de um leque de oportunidades que a plataforma backchannel disponibiliza. Assim considero a relevância destas ferramentas, em concreto, o chat como um dos vetores que contribuem para a construção da identidade social.

Face aos diversos artigos analisados pelos grupos, o diálogo e a partilha de reflexões foi muito enriquecedora. Desde um comentário para os vários artigos analisados, a universalidade demonstrada pelos diversos medias digitais, sendo estes possuidores de uma relevância na construção da identidade social, onde os vários intervenientes possuem nacionalidades diferentes.



Identidade Social na Adolescência



Atividade 2 - Discussão do processo de construção de identidade na Adolescência

Objetivo: Identificar as características e discutir o processo de construção de identidade na adolescência.

Competências a desenvolver: caracterizar o processo de construção da identidade social dos adolescentes.

Proposta de trabalho:
  1. Leitura individual, com elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados (síntese essa que não será necessário colocar no Fórum A2, pois servirá apenas de base ao estudo individual) tendo em vista identificar um conjunto de ideias-chave expressas nos textos;
  2. Apresentação e discussão das ideias-chave identificadas nos textos trabalhados no Fórum A2, moderado pelo Professor.
Recursos de aprendizagem:

Buckingham, David. “Introducing Identity." Youth, Identity, and Digital Media . Edited by David Buckingham. The John D. and Catherine T. MacArthur Foundation Series on Digital Media and Learning. Cambridge, MA: The MIT Press, 2008. 1–24.

Schoen-Ferreira, T.; Aznar-Faria, M.; Silvares, E. (2003). A construção da identidade em adolescentes: Um estudo exploratório. In Estudos de Psicologia, 8 (1), 107-115.

Contributos do autor ao Fórum A2:


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Re: Fórum Identidade Social na Adolescência
por Jorge Soares - Domingo, 8 Maio 2011, 20:55

Cara Professora e Colegas,

Pela leitura dos dois artigos e face aos interessantes comentários de todos os colegas, a construção da identidade dos adolescentes é um processo contínuo e em parte é resultado da interação com os outros. O mérito da tecnologia, na minha opinião, é que esta veio intensificar essa interação. Será importante acrescentar que esta interação não acontece fisicamente, ela possui um efeito “não presencial”, o que certamente retira o verdadeiro impacto e deturpa o verdadeiro significado de interação.


Como tal, o comentário da colega Natália, “a necessidade de um equilíbrio entre o mundo real e o virtual para uma adequada construção de identidade”, possui uma importância acrescida, este equilíbrio é necessário para que estes dois mundos possam coexistir, sem que entrem em conflito.

Mais uma vez o papel da Escola não pode, nem deve ser remetido para 2.º plano, muito embora, este seja um trabalho progressivo, em que os resultados concretos são lentos, é fundamental que coexista com um apoio atento dos encarregados de educação. Esta é uma das conclusões que podemos retirar da leitura do artigo (Schoen-Ferreira et. al, 2003).

Até já!

Jorge Soares


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Re: A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório
por Jorge Soares - Quarta, 4 Maio 2011, 00:12

Cara Professora e Colegas,

Considero que as tecnologias possuem um papel ativo no processo de construção da identidade na adolescência, pois ao terem uma influência que tanto pode ser positiva ou negativa, elas certamente que irão dar um contributo importante na afirmação do adolescente enquanto indivíduo.

Assim considero relevante para a nossa discussão destacar a preocupação, cada vez mais sentida, pelos pais, no modo como os seus filhos utilizam o considerável rol de tecnologias disponíveis. Como é sabido estas tecnologias são usadas diariamente por estes adolescentes, muitas das vezes procurando colmatar um vazio que sentem, muito por força das alterações físicas e psicológicas que um jovem tende a sentir nesta importante fase da sua vida.

Importa também dizer que embora o jovem adolescente sinta a necessidade de estar em linha (online), e desta forma contribuir para a construção da sua identidade enquanto nativo digital, o seu espírito de curiosidade em experimentar novas situações, a possibilidade de criar um perfil ideal, onde não existe acne, não se é nem demasiado gordo, nem demasiado magro, nem muito alto, nem muito baixo, todos estes complexos são temporariamente colocados de lado.

Ao ler o artigo de Buckingham (2008), não posso deixar de destacar o conceito de identidade que ele descreve, o qual divide em duas vertentes, por um lado, a identidade enquanto elemento único que nos caracteriza enquanto indivíduos, passível de ser roubada, por outro lado, a identidade que deixa de ser só minha e que eu partilho com outros numa plataforma social, sendo que esta partilha, irá potenciar o conhecimento de outros indivíduos que partilham de certos atributos e que estão associados à minha identidade.


Esta dualidade antagónica não deixa de ser curiosa e certamente uma consequência do advento das tecnologias!

Tudo tem o seu tempo, dirão muitos, mas a construção de identidade não é algo que se faça no momento, a correr bem, será um conjunto de momentos em que vamos gradualmente construindo e consolidando, mas também avançando e por vezes é preciso saber recuar, o que nem sempre é compatível com as tecnologias.

Até já!

Jorge Soares


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Re: A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório
por Jorge Soares - Domingo, 8 Maio 2011, 16:42

Professora Daniela e colegas;

Creio ser unânime que este modelo de ambiente online, onde predominam as redes sociais, os blogues e os mundos virtuais incutem aos nossos jovens que estes exerçam papéis distintos, o que na verdade significam identidades distintas. Mas esta quase capacidade de camaleão e ao contrário deste que adota esta estratégia como forma de sobrevivência, nos adolescentes, é o resultado de ser um espaço que por força de ser virtual os riscos são minimizados, o que não significa que não existem, nem tão pouco devam ser menosprezados.

Por outro lado, há uma necessidade por parte do adolescente em apropriar-se e por conseguinte levando à sua integração, a necessidade de afirmação enquanto indivíduo, o ser “eu”, bem como dar asas, tendo como pano de fundo o espaço físico onde inicia a criação destas identidades criadas em “real-time”.

Atè jà!

Jorge Soares


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Re: A Sociedade e a Personalidade
por Jorge Soares - Domingo, 8 Maio 2011, 23:30

Cara Gisela,

Certamente que estas questões geram a qualquer um de nós, pais e professores, inquietação, desafios e nalguns casos, poderá por força das grandes restrições financeiras a que o nosso país está sujeito, alguma impotência.

Perdoem-me se vou dar uma resposta um tanto confinada à nossa realidade, mas certamente que todos nós, estudantes deste Mestrado, pretendemos o melhor para o nosso país, seja ele Portugal ou outro.

Ao contrário de gerações anteriores que devido ao controlo apertado do acesso à informação, apenas eram formatadas para obedecer a determinados princípios, mesmo que estes fossem geradores de resultados dúbios, o certo é que ninguém, pelo menos abertamente se opunha às orientações recebidas. Com o desenvolvimento do estado português e do mundo, também a informação passou a ser cada vez mais diversificada, embora eu entenda que o cerne da questão não está nesta viragem de 360º. O que falhou foi um conjunto sucessivo de estratégias míopes e redutoras que ao invés de irmos a reboque de “modelos” como fossem “modas”, não optamos por pensar, refletir nos nosso problemas e desta forma criar uma estratégia conjunta que por sua vez seria transmitida aos nossos jovens, nomeadamente:

1.ª Ensinar o jovem a saber pensar por si;

2.ª Ensinar a trabalhar em equipa, existir uma corresponsabilidade partilhada, falhas tu, somos todos que falhamos;

3.ª Atitude arrojada e competitiva, evitar acomodação e passividade. Nada cai do céu!

Por outro lado, todos nós, com mais ou menor dificuldade temos suficiente discernimento para saber o que está certo ou errado, tal como tive oportunidade de ler na bibliografia de apoio, os adolescentes não são irresponsáveis, nem “coitadinhos”. Esta conotação que acaba por ser traduzida numa lei fundamentalista, certamente que contribui para minar a autoconfiança do adolescente, bem como é geradora de conflitos entre os mais velhos.

Acredito e reitero mais uma vez o papel nuclear que a Escola, Professores e Encarregados de Educação devem ter como orientadores no entendimento entre o bem e o mal, o certo e o errado. Pois no final disto tudo, o bom senso imperá.

Bom trabalho!

Jorge Soares


Reflexão pessoal:

Este é daqueles temas que independentemente da nossa faixa etária, obriga-nos num bom sentido a recuar no tempo e com alguma nostalgia recordar aqueles momentos únicos que são parte determinante no nosso crescimento, enquanto indivíduo.

E interessante será criar estruturas comparativas entre o atual adolescente e estudante e o anterior adolescente de uma outra geração, onde as tecnologias não possuíam um papel tão relevante no contributo da criação da identidade do jovem adolescente. O nosso centro do mundo era a rua, o jardim, recordo-me perfeitamente dos tempos inesquecíveis a andar de bicicleta com os meus amigos, das horas perdidas a ver o Sr. Mário a desmontar as potentes motos japonesas e o meu gosto pela mecânica e velocidade. Os atuais jovens passam uma grande parte do seu tempo ligados online, certo que são capazes de terem mais amigos virtuais que eu tinha reais, o telemóvel e o netbook não existiam, mas nunca deixei de perder ou faltar um compromisso e sabia que no dia seguinte iria ter uma nova aventura com os meus amigos.

Mas não julguem que a informática já não tivesse um certo peso na minha adolescência, o aparecimento do PC 1512 da Amstrad foi um marco e muito mudou depois desta invenção.

Todo o manancial de artefatos digitais que atualmente existem e que os jovens veneram funcionam como extensões de si. Por um lado há um contributo positivo, na medida em que a adolescência é uma fase complexa que se pode tornar problemática e marcar de forma irreversível o jovem adolescente. Esta vertente positiva da tecnologia está relacionada com a oportunidade que o jovem sente ao saber que é possível ser uma outra pessoal ao clique de um rato. Como tal, todos os fatores que possam de certa forma fragilizar a sua imagem, criar entraves na sua afirmação, gerar angústias e pesadelos, são simplesmente apagados do seu perfil digital. Há todo um mundo que pode ser conquistado, de repente o simples receio de andar na nossa rua é ultrapassado por um mundo virtual que se transforma numa aldeia global.

Contudo e embora Buckingham (2008) nos chame atenção para o facto que "...a identidade é um conceito muito amplo e ambíguo..." é indiscutível que é importante refletir o impacto desta era digital na construção da identidade do adolescente.

Por conseguinte importa reter alguns aspetos relevantes retirados da análise e discussão deste tema:

- O jovem adolescente cultive a importância da popularidade online e como tal há por parte deste uma constante necessidade em se rever em modelos que associam popularidade;

- Numa outra vertente o jovem tende a querer demonstrar que é unicamente ele, o culto do "eu". Há uma clara aproximação aos amigos em detrimento dos pais. Desta forma é importante não minimizar a segurança e o acompanhamento por parte dos pais e professores, pois existe uma claro aumento da perigosidade;

- As tecnologias são meios para atingir determinados fins, muito embora, elas tenham um importante papel na forma em como o jovem será moldado. Há uma clara diluição das diferenças entre os dois sexos, se pelo contrário há anos havia caminhos distintos a serem seguidos, hoje não é algo que destaque as jovens dos jovens, pois ambos usam as tecnologias quase sempre com os mesmos objetivos. Destacarem-se.

Recurso complementar:

Em seguida é apresentado um recurso multimédia que procura ajudar a esclarecer até que ponto os jovens são diferentes pelo simples facto dos media digitais.

Nativos Digitais versus Imigrantes Digitais




Atividade 1 - Perfil do estudante digital

Objetivo: Identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.

Competências a desenvolver: Traçar o perfil do estudante digital.

Proposta de trabalho:
  1. Constituição livre dos trios de trabalho;
  2. Leitura e análise dos textos disponibilizados;
  3. Elaboração do perfil do estudante digital, num documento de Powerpoint;
  4. Apresentação do trabalho no Fórum A1;
  5. Discussão no Fórum dos trabalhos apresentados;
Recursos de aprendizagem:

Prensky, M. (2004) The Emerging Online Life of the Digital Native: What they do differently because of technology and how they do it. 1-14.

Prensky, M. (2001) Digital natives, digital immigrants. In On The Horizon (Vol9, nº 5). NCB University Press.

Link: Residentes Vs Visitantes Digitais?!

http://tallblog.conted.ox.ac.uk/index.php/2009/10/14/visitors-residents-the-video/

Contributos do autor ao Fórum A1:


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Re: Vamos dialogar!!!!!
por Jorge Soares - Quinta, 21 Abril 2011, 16:43

Olá Professora e Colegas,

Depois de algum silêncio e o saber ouvir também é aprender, gostaria de deixar aqui algumas reflexões tendo por base a pertinência das questões da Professora Daniela e os comentários dos colegas.
Claramente que estamos perante diversos desafios, um que na minha opinião se destaca é a necessidade de conseguir passar a mensagem de orientação, aconselhamento. Embora haja um desfasamento entre aquilo que uma criança ou um jovem opinam sobre os vastos recursos tecnológicos, torna-se incontornável tecer uma comparação aos Pais e Professores. Estamos perante gerações distintas e como tal existem diferentes pontos de vista que não têm que ser necessariamente antagónicos. Pelo contrário estes devem ser vistos como oportunidades numa perspetiva de complementaridade, onde os Pais e Professores por força da sua experiência de vida podem contribuir para clarificar e esmiuçar alguns comportamentos menos bons e com reflexos nocivos na formação da criança ou do jovem. Contudo importa a quem aconselha, quem orienta aproximar-se da criança ou do jovem, aqui considero que a prática fala mais alto. Que peso terão os Pais ou Professores ao aconselhar numa dada temática se nunca a usaram? Como poderei ajudar se não falo a mesma “linguagem”?

Julgo que estamos perante um outro desafio, a necessidade de estar na “crista da onda”? Questões do tipo, “olha a utilização do Skype é muito melhor que o Messenger”, parece-me um bom exemplo ou do tipo ““saquei” a última versão do Security Essencials e está espetacular”. Mas também o reconhecimento de competências nas crianças e nos jovens é seguramente um outro desafio que deve ser trabalhado, pois permite a quem pode e deve instruir e formar, criar uma simbiose entre o formando e o formador, como exemplo “Sabes como instalo o Windows 7 mobile no meu PDA? Já vi que conseguiste no teu.” Pessoalmente isso já se passou comigo, na minha licenciatura numa UC designada por TCI, o meu Professor perguntou-me se eu queria complementar aquilo que ele tinha dito sobre um determinado assunto, pois este sabia que eu dominava aquela parte da matéria. Ainda hoje eu levo sempre em conta as opiniões deste meu antigo Professor e também amigo, pois sempre soube respeitar os estudantes, vendo o papel de ambos como atores principais e não apenas o principal (Professor) e os outros secundários (Estudantes).

Há claramente uma utilização quase que do berço na utilização das novas tecnologias, o problema é que não há reflexão, não há uma sustentação e um entender como funcionam e o porquê e razão do seu aparecimento. Desde sempre que fui contra a utilização de qualquer recurso sem antes ler o Manual, isto porque mais do que uma boa prática, considero que só é possível aproveitar todas as funcionalidades se conhecermos minimamente o recurso. Hoje isso não se aplica, pois o que interessa “é que se liga naquele botão, depois é usares assim e já está”. Esta forma permissiva e redutora de tudo que é novidade é intuitivo e só os “totós” é que se preocupam como é que funciona leva-me a invocar a questão das “cenouras”. Estas para muitos nativos digitais já nascem embaladas e prontas a serem comidas, como são plantadas ou retiradas da terra é algo que nem sequer vale a pena falar, pois é uma “grande seca”.

Obviamente que a curva de aprendizagem de uma nativo digital é seguramente mais interessante, contudo considero que esta conclusão é uma falsa questão, pois entre dominar o que é importante e saber de tudo muito pouco, o que será mais competitivo? Não será esta nova geração apenas do “show off”?

Obviamente que a culpa não é deles, pois uma grande parte destas inovações tecnológicas são consequência do trabalho de indivíduos da nossa geração e de outras anteriores, que por força do desenvolvimento e da competitividade não olharam às consequências mas apenas ao lucro. Prova disso é a alta taxa de desemprego nesta geração de nativos digitais que conseguem enviar 100 SMS por hora, que sabem descarregar trabalhos académicos e apenas mudam o nome do autor, contudo não entendem que o Planeamento e Gestão de Recursos de uma organização não são feitos executando o “start and run”.

Mas outro aspeto se destaca, aliás vejo como duas keywords, o estar “ativas" e "profissionalmente”, estas podem muito bem ditar a diferença, o indivíduo ativo não baixa os braços às dificuldades encontradas, não se acomoda, tenta ser competitivo. Será que o nativo digital terá oportunidade de mostrar as suas competências como profissional, quando o emprego é apenas uma miragem? Claro que esta é uma outra questão que extravasa as temáticas aqui abordadas, embora que haja um elo de ligação que não deve ser desvalorizado.

Para terminar proponho partilhar convosco um estudo de Jacques Piette da Universidade de Sherbrooke sobre “Os Jovens e a Internet: De que público se trata?”, este estudo está descrito no livro Ecrãs em Mudança, da Livros Horizonte, cujo seu autor e coordenador José Carlos Abrantes faz menção a uma investigação assente em três questões centrais:

- Qual a representação que os jovens têm da Internet?

- Qual a utilização efetiva que os jovens fazem da Internet?

- Como é que se concretiza a apropriação da Internet pelos jovens?

Há aqui uma conclusão deste estudo muito interessante, não só porque o mesmo embora agrupando diversos investigadores de diferentes países, Portugal foi um dos visados. Isto porque é destacado o papel paradoxal da escola e o porquê do paradoxal? Porque o primeiro contacto dos jovens interrogados no estudo com a Internet é feito na Escola (41%), sendo o lar apenas responsável por 20%. Como tal há que destacar a pertinência das questões da Professora Daniela, é que este estudo destaca o papel da Escola Portuguesa como “…. lugar de desenvolvimento prioritário para colocar os jovens em contacto com a Internet, o que não acontece em todos os países….”. Por outro lado o estudo também destaca a fraca abordagem, muitas vezes sem profundidade da Internet, ora este aspeto pode contribuir para uma superficialidade e facilitismo do uso deste poderoso recurso, como tal é um desafio para os docentes inverter este cenário.

Deixo aqui uma frase interessante do Jacques Piette “A Internet e a escola: o ecrã não deve apagar o quadro nem o professor”.

Bom trabalho!

Jorge Soares



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Re: Continuando o diálogo mais um pouquinho.....
por Jorge Soares - Terça, 26 Abril 2011, 02:03

Cara Professora e caros Colegas,

Embora exista um conjunto significativo, neste Mestrado, de colegas que certamente terão muito mais experiência do que eu, pois são Professores de carreira, o que não é o meu caso, eu apenas sou um apaixonado pelo tema, tenho plena convição que a figura do estudante digital, bem como o modelo subjacente ao mesmo veio para ficar.

O entusiasmo de toda esta discussão, centrada nos diversos trabalhos por nós expostos, reflexões, muitas delas interessantes, pois são o resultado, não apenas das leituras, pesquisas efetuadas, mas também da experiência profissional de cada um de nós, leva-me a concluir o seguinte:

Acredito que os nativos digitais são obra dos imigrantes digitais, aliás faço analogia com uma apresentação de um grupo, onde é possível ver a evolução da espécie humana. Mas mais interessante é assistir às implicações do estudante digital quando este se tornar professor. Há aqui um conjunto de implicações desde o desenho da componente curricular até aos próprios conteúdos que forçosamente irão ser alterados.

Quando a Professora Daniela coloca a frase “Os imigrantes não atingem, nem gostam, do ritmo dos nativos digitais.”, eu acredito que não se trata de não gostar, os imigrantes têm procurado criar um modelo sustentável, a aprendizagem é constante, mas esta é feita por etapas e na medida em que subimos os degraus de uma escada que se pretende longa e enriquecedora somos capazes de interiorizar o conhecimento.

Perguntem a um indivíduo com 80 anos com o liceu ou um curso superior completo, aspetos base da matemática ou outra qualquer disciplina nuclear que ele certamente responderá com muita mais segurança e demonstrando sólidos conhecimentos do que o mesmo individuo 60 anos mais novo.

Aliás esta evidência que julgo todos nós já termos experimentado pelo menos uma vez na vida, leva-me a focar outra característica na tabela comparativa entre os “nativos” e os “imigrantes”. A aprendizagem é vista pelos nativos como um processo normal, o qual a par de outros não merece destaque e como tal não merece o formalismo do imigrante. Esta aprendizagem também é um reflexo dos tempos que vivemos.

O Estudante Digital é produto de vários acontecimentos, muitos deles gerados pela conjugação de alterações tão rápidas, que mesmo aqueles que os produziram não tiveram a oportunidade dos analisar com detalhe. Esta situação que cria inquietação, pois o homem gosta de ter o controlo, pode muito bem gerar aquilo que eu designo nas TI, os falsos positivos. Há uma falsa constatação deste modelo binário, o nativo, residente digital ou imigrante, visitante digital.

Será que não precisamos de introduzir aqui uma lógica do 3.º estado? Algo que ajude a fazer a ponte entre os dois perfis? Minimizando o risco das exclusões e de um modelo que embora recente, já peca por falhas “analógicas”, quando este deveria ser 100% digital.

Até já!

Jorge Soares


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Re: Grupo Vermelho - Perfil do Estudante Digital
por Jorge Soares - Sexta, 22 Abril 2011, 15:55

Caros colegas,

Destaco particularmente uma frase, julgo que como conclusão da vossa apresentação e que dizem "Claramente o Estudante Digital se encaixa no perfil de Nativo Digital". Eu diria que há uma complementaridade e se o Nativo Digital possui determinadas "skills" para se adaptar, talvez o estudante digital por força da enorme dinâmica tenha perdido estas qualidades.

Estará ele (estudante digital) preparado para um retrocesso?

Como tal a vossa apresentação possui o mérito de contribuir para a reflexão.

Bom trabalho!

Jorge Soares

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por Jorge Soares - Sexta, 22 Abril 2011, 17:06

Caros colegas,

Num trabalho sobre o "Perfil do Estudante Digital" está implícita a utilização de ferramentas colaborativas, pelo menos, fazemos jus ao tema. sorriso
Gostei particularmente da ideia de terem usado o "slidshare" como forma de divulgação da vossa apresentação.

Bom trabalho!

Jorge Soares

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por Jorge Soares - Sexta, 22 Abril 2011, 16:26

Caras colegas,

Destaco alguns aspetos da vossa apresentação que contribuem para ajudar a compreender a evolução do perfil do Estudante Digital, nomeadamente ao contextualizarem cronologicamente, embora recorrendo ao que os estudantes digitais apreciam um bom vídeo sorriso, com tradução. Acessibilidade e usabilidade, elementos importantes para o sucesso numa apresentação, também aqui presentes.

Bom trabalho!

Jorge Soares

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por Jorge Soares - Sexta, 22 Abril 2011, 15:37

Caras colegas,

Interessante a conclusão por tópicos, em concreto, a utilização de "keywords" que acabam por reter o que é relevante.

Bom trabalho!

Jorge Soares

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por Jorge Soares - Sexta, 22 Abril 2011, 00:56

Caros colegas,

Gostei particularmente de um aspeto implicitamente abordado:

- A infoexclusão.

Merecem também destaque os vídeos sobre os nativos e imigrantes digitais.

Bom trabalho!

Jorge Soares


Elaboração do Perfil do Estudante Digital em MS Powerpoint

Em seguida é apresentado a imagem do 1.º slide do trabalho realizado pelo nosso grupo Roxo, atividade realizada âmbito do Ponto 3 - Elaboração do perfil do estudante digital, num documento de Powerpoint.


Reflexão pessoal:

Sendo eu um entusiasta destes temas, esta atividade teve o mérito de suscitar uma reflexão aprofundada do meu papel enquanto profissional de carreira na área das TI, em contraponto com estudantes que têm trabalhado comigo, por força do meu papel enquanto orientador de estágio.

Um dos maiores desafios quando nos debruçamos num determinado tema, será porventura, a possibilidade de ter acesso a bibliografia de qualidade que nos possibilite alguma orientação e evite caminhos ambíguos e repletos de ruído. Como imigrante digital, uma das nossas qualidades é ler, procurar o saber aliando um bom livro ao cuidado em tirar notas. Mas isto nem sempre é possível, pois as bibliotecas, as livrarias não estão à distância de um clique, pelo menos a possibilidade de sentir o livro, poder folhear, deixar por momentos a nossa imaginação fluir não se ajuste aos horários enquanto homem imigrante digital trabalhador.

Felizmente as nossas docentes tiveram a preocupação em disponibilizar boa bibliografia, lá está, embora por via do clique. Contudo, certamente que concordam que quando gostamos de um determinado tema, é fundamental que também possamos complementar esta preciosa ajuda, nomeadamente em busca de mais bibliografia.

O mundo atualmente roda para os nativos digitais, eles possuem acesso com muitas melhores condições ao conhecimento do que nós há anos atrás, infelizmente, os resultados concretos de aproveitamento não são os melhores e os imigrantes digitais são os que têm sabido melhor aproveitar estes bons ventos. Tal como recebi os conhecimentos adquiridos pela discussão deste tema como uma oportunidade única, com pessoas únicas, mais do que tudo é importante existir discussão e reflexão.

Outro tema que suscitou o meu interesse está relacionado com o trabalho de David White (2008) e que sendo mais recente, muito embora, o trabalho de Prensky (2001), relacionado com os nativos e imigrantes digitais seja relevante e constitua os alicerces desta nova cultura, em concreto, os residentes e visitantes digitais.

Assim considero e em jeito de conclusão, como aliás, já tive oportunidade de colocar um "post" nesta atividade que considero um resumo (ver "Continuando o diálogo mais um pouquinho"). Também é urgente existir um acompanhamento por parte dos docentes e instituições de ensino destes novos perfis, só assim é possível assegurar uma continuidade na transmissão e interação com este tipo de público. As instituições de ensino têm que antecipar e propor alterações aos seus programas com vista a que não haja um risco de desagregação e perda de sustentabilidade do ensino.


Recurso complementar

Em seguida é apresentado um recurso multimédia que ajuda a entender o trabalho de Prensky e de White.



Selecionando o vídeo acima "Are You a Digital Native?" é possível visualizar imagens do tipo banda desenhada a correr neste vídeo. Embora estejamos perante um vídeo sem som, as imagens falam por si.