domingo, 17 de julho de 2011

Análise da identidade em sites sociais



Atividade 4
- Entrevista a jovens sobre a utiização social dos Media Digitais.

Objetivo: Caraterizar a utilização social dos media digitais pelos jovens e sua relação com o processo pessoal de construção de identidade e socialização.

Competências: Capacidade de análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização social dos media digitais.

Proposta de trabalho (caráter individual):

  1. Análise no Fórum A 4, de um guião de entrevista sobre utilização social dos media digitais. Recolha de contribuições para o desenho da versão final deste documento;
  2. Realização de entrevista a 2 jovens (masculino e feminino), com base no guião de entrevista definitivo;
  3. Análise e interpretação da mesma (suportada por excertos) à luz do quadro teórico trabalhado na Actividade 2 e 3. Apresentação dos resultados em power point e envio dos protocolos de respostas obtidos nas entrevistas realizadas;
  4. Discussão conjunta em Fórum das análises realizadas.

Recursos de aprendizagem:

Todos os textos dos Temas 2 e 3.

Contributos do autor ao Fórum A4:


Imagem de Jorge Soares
Re: Contribuições
por Jorge Soares - Domingo, 5 Junho 2011, 04:07

Olá a todos!

Para o sucesso da investigação por questionário e tendo em conta o extenso contributo dos colegas para esta tarefa, penso que, embora o objetivo desta fase, seja um estudo preliminar, tendo em vista a seleção de um conjunto de questões a serem incluídas na versão final do questionário.
Pelas anteriores experiências que já tive é muito mais fácil elaborar um questionário do que um bom questionário e tal como o colega Carlos aborda os tipos de pergunta, em concreto, Perguntas abertas ou fechadas, sendo que em ambos os casos, há um conjunto de vantagens e desvantagens que não devem ser descuradas.
No exemplo que anexo, optei pela 3.ª opção, isto é, algumas perguntas são abertas e desta forma acaba por ser útil na medida em que pretendemos obter informação de caráter qualitativo para complementar e contextualizar a informação quantitativa obtida pelas outras variáveis.
Por outro lado, proponho a disponibilização deste formulário pela via online, há bons serviços gratuitos, sendo que assim conseguimos assegurar a privacidade dos utilizadores.

Cumprimentos,

Jorge Soares

Imagem de Jorge Soares
Re: Espaço de reflexões!!!
por Jorge Soares - Segunda, 20 Junho 2011, 20:07

Cara Professora e caros Colegas,

Perante trabalhos tão interessantes, a escolha revelou-se difícil. Num dos trabalhos encontrei algumas características que face ao cenário analisado por mim, particularmente num elemento, em concreto, até que ponto o perfil de dois estudantes de via ensino produz os mesmos resultados de dois estudantes de ensino técnico-profissional?

O trabalho desenvolvido pela colega Natália Sarmento demonstrou ir ao encontro deste meu interesse, visto que o trabalho que desenvolveu teve como público-alvo estudantes do 12° ano, via ensino.

Embora os jovens que frequentam o 12° ano do curso técnico-profissional tenham mais um ano (18 anos), estejam a frequentar um estágio profissional, sendo que estes dois aspetos deveriam representar uma mais-valia e por conseguinte refletindo-se em respostas mais interessantes, tal acaba por não ser constatado.

Começando no uso das tecnologias, parece ser unânime que estamos perante jovens que adotaram várias tecnologias, a adoção destas tecnologias permitem não só dar um importante contributo na afirmação da identidade dos jovens como potenciar o uso de outras, “the technology is seen to create new forms of community and civic life and to offer immense resources for personal liberation” (Buckingham, D., 2008).

Na componente “Utilização Computador/Internet”, todos os estudantes possuem equipamento informático, embora a quantidade de equipamentos disponíveis por estudante varie consoante o sexo. Em ambos os estudantes, a finalidade com que usam a Internet acaba por ser muito semelhante, apenas o uso de ferramentas sociais, tais como, uma página pessoal, blogue, redes sociais, os estudantes de ensino técnico-profissional acabam por ficar desfasados. Contudo, retenho o seguinte, a não utilização destas ferramentas, não significam que as mesmas não sejam conhecidas. Esta situação poderá levar-nos a refletir até que ponto estarão os estudantes do curso técnico-profissional a condicionar o desenvolvimento da sua identidade social? Pois uma coisa é saber que a ferramenta é utilizada, outra, é a questão de não estarem representados numa rede, não existir qualquer menção à sua identidade como elemento participativo. By interacting with unfamiliar others, teenagers are socialized into society.”(Bloyd, D., 2008).

Os telemóveis acabam por demonstrar a sua importância como ferramenta tecnológica, com cariz social neste estudo, todos os visados afirmaram possuir um telemóvel, sendo que já não é visto apenas como um mero telefone portátil, ambos os jovens utilizam esta ferramenta para aceder a conteúdos e no caso do estudante do ensino técnico-profissional ele utiliza ferramentas avançadas.

Mas a dependência destes equipamentos não fica por aqui, ela também e segundo as últimas informações da OMS (Organização Mundial de Saúde) é motivo de preocupação, nomeadamente, o número de horas passadas ao telemóvel, muito por força das redes que os próprios operadores publicitam.

Tal como nos diz o texto “Mobile Identity” “the mobile supports and enhances the maintenance of social groups and the feeling of belonging to a group. Young people live in a period of time—historically as well as in terms of age—which is characterized by a collectively and personally perceived sense of fragmentation and uncertainty.”(Stald, G., 2008).

As redes sociais são talvez o ponto onde se destacam diferenças acentuadas, face aos estudantes do modelo de via ensino. No estudo em questão há claramente uma não-utilização destas tecnologias pelos estudantes do curso técnico-profissional. Face à amostra da população em estudo, considero algo leviano tecer considerações que correlacionem a utilização destas ferramentas pelos estudantes o modelo via ensino e outro modelo. É importante precisar que a utilização destas ferramentas pelos estudantes é atualmente quase uma “norma”, contudo, há exceções que importa investigar o porquê. No presente estudo e por força do respeito pela privacidade, não há uma clara justificação do porquê da não-utilização destas ferramentas sociais, seria algo que poderia ser mais aprofundado, mas há um aspeto que merece a nossa atenção, a estudante já teve mas eliminou a página, certamente que terá tido algum motivo. Relativamente ao jovem ficamos a saber pouco, apenas que não tem. Mas deixaria aqui uma eventual justificação retirada do texto “Why Youth love Social Network Sites: The Role of Networked Publics” “in Teenage Social Life Social network sites have complicated our lives because they have made this rapid shift in public life very visible.”(Bloyd, D., 2008).

A segurança é vista por todos os respondentes com preocupação, algo que é unânime, sendo mais apertada em ambas as estudantes do sexo feminino. Todos têm consciência de determinadas situações que poderão potenciar o risco, contudo não só os jovens, os pais consoante o sexo possuem atitudes mais apertadas.

Deixo aqui uma frase de um dos textos que para mim é dos mais representativos destas temáticas “Why Youth love Social Network Sites: The Role of Networked Publics”onde o autor escreve esta frase “Most people believe that security through obscurity will serve as a functional barrier online.” (Bloyd, D., 2008).

No caso analisado por mim e pela colega Natália, as tendências refletem um certa equidade, o que demonstra que esta geração possui características padrão, considero que o telemóvel e o computador são as tecnologias mais em destaque, pois funcionam como porta de entrada para a utilização de outras ferramentas mais específicas.

Como conclusão e porque no meu trabalho faltou colocar um slide de separação entre “Tendências” e “Bibliografia” a dizer “Conclusão” triste considero que algumas respostas suscitam dúvidas, no caso do meu estudo, destaco as redes sociais, muito embora fique a dúvida no ar se os inquiridos estão a dizer ou não verdade, isto, face às respostas no trabalho da Natália e de outros colegas.

Há medida que vamos comparando as repostas vemos uma dependência dos jovens face a estas tecnologias, o que em algumas situações é assustador, também e ao contrário da nossa geração, será que estes jovens seriam capazes de viver sem o seu telemóvel ou computador? Pelas respostas dadas este cenário é quase inimaginável.

“As tecnologias, sendo vistas como veículos de comunicação servem como plataformas de diálogo, discussão e comunicação.” (Goldman, S.; Booker, A. e McDermott, M., 2008). Esta premissa pode ajudar-nos a resolver problemas de insucesso escolar, mas também gerar exclusões, próprias de alguma falta de acompanhamento dos pais e professores.

Será interessante dar continuidade a este estudo com um formulário mais objetivo e acompanhando mais de perto as respostas dadas pelos nossos jovens. Considero que aposta no estudo em regime de e-learning trás também repostas a determinadas tendências que importa serem alvo de estudo e acompanhadas de perto.

Bom trabalho!

Jorge Soares

Entrevistas

MDS A4


Fform

Mform

Reflexão pessoal:

Este foi um trabalho que nos permitiu fazer alguma investigação de campo e embora todos nós tivéssemos apenas dois intervenientes, a soma de todos os resultados por todos os colegas do Mestrado, permitiu retirar algumas interessantes conclusões que contribuíram para consolidar os conhecimentos, entretanto adquiridos no âmbito da realização das atividades 2 e 3.

Muito embora o nosso País faça parte de um pequenos punhado onde as tecnologias de informação mais crescimento têm tido, o certo é que ainda se faz sentir alguma info-exclusão, infelizmente os preços em alguns casos são um impedimento. Considero que ainda é necessário algum trabalho para os preços destas tecnologias sejam mais atrativos.

Sendo o nosso Mestrado constituído por colegas, alguns dos quais estão localizados em outros países e continentes, foi interessante evidenciar que as tecnologias são utilizadas de forma muito idêntica. Esta pressuposto é uma clara evidência que estes fenómenos não estão restritos a um único espaço e como tal contribuem seguramente para a construção da identidade social dos jovens a uma escala verdadeiramente global.

O crescimento exponencial das redes sociais têm tido um papel determinante na construção da identidade, na medida em que estão criadas condições absolutamente ímpares que potenciam esta interação e uma afirmação que consubstancia o ser social. Importa dizer que as redes sociais são feitas de pequenas ferramentas com funcionalidades que convidam à partilha, colaboração, afirmação, co-responsabilização.

Temos que ser pragmáticos, os jovens independentemente da sua etnia, crenças, sexo, vêem nestes recursos um conjunto de ferramentas que contribuem para a sua autonomia enquanto indivíduos sociais. Tal como nos diz Presky (2001), as competências tecnológicas dos jovens são adquiridas com base na experimentação. Aliás ainda no âmbito desta Unidade Curricular falava com uma colega docente que contava o interesse e motivação dos seus estudantes, quando deu a ferramenta Wiki, muito embora tivesse realizado um manual de utilizador, nenhum dos seus estudantes teve o interesse em ter efetuado uma leitura prévia, mesmo antes das atividades previstas para utilização desta ferramenta.

No meio destes recursos tecnológicos fica uma certeza, o telemóvel e o computador são as ferramentas de excelência e o denominador comum para quem se quer aventurar em tecnologias mais especificas. Há uma estratégia da própria indústria em oferecer telemóveis, os ditos smartphones, cada vez com um maior quantidade de funcionalidades sociais disponíveis. Mais de 80% das mensagens escritas na rede social Twitter são provenientes dos telemóveis.

Para terminar, é importante que a segurança seja uma estratégia continuada, na medida em que existe por parte dos nossos jovens uma atitude muitas vezes de ligeireza que tende a minimizar os riscos. Por um lado os próprios criadores de software devem investir em estratégias consertadas e articuladas com especialistas de modo a evitar expor em demasia os seus clientes. Em complementaridade, as próprias instituições de ensino devem ter uma atitude pró-ativa no combate aos riscos que os seus estudantes e não só, estão muitas vezes expostos.

Num recente seminário sobre redes sociais numa instituição de ensino superior, a responsável pela rede social de uma importante empresa de conteúdos multimédia, afirmou que jamais colocaria uma fotografia sua online.

Recurso complementar:

Este vídeo demonstra algumas estratégias que devem ser seguidas pelos pais, sempre que os jovens estão online.
O risco de estar online nunca deve ser menosprezado.